Profa Dra Miriam Pillar Grossi
  • Livro Caminhos Feministas no Brasil – teorias e movimentos sociais. Miriam Pillar Grossi & Alinne de Lima Bonetti (org.)

    Livro Caminhos Feministas no Brasil – Ebook – Acesse Aqui

    Este livro é fruto do encontro de dois importantes centros de produção feminista acadêmica brasileira contemporânea – encontro que se deu através do apoio institucional do programa PROCAD/CAPES de intercâmbio de professoras e estudantes das duas universidades, entre 2009 e 2013. Apresentamos aqui uma pequena amostra do campo de estudos feministas/de gênero que se elabora na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A organização deste livro foi um esforço de sistematizar as inovações teóricas, metodológicas e temáticas deste campo, a partir das pesquisas feitas para teses de doutorado e dissertações de mestrado dos Programas de Pós-Graduação instituídos sob a égide do feminismo acadêmico: o Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo (PPGNEIM) da UFBA e o Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH) da UFSC. Reafirmando a tradição epistemológica feminista interdisciplinar, esta coletânea reúne 12 capítulos de autoras e coautoras feministas acadêmicas cujas pesquisas transitam sobre os mais variados temas articulando questões-chave e centrais do pensamento feminista brasileiro. As análises sobre artevismo como produção de conhecimento feminista, a relação entre feminismo e prostituição, as identidades de resistência frente aos padrões de beleza e ao racismo, a performance de gênero entre mulheres lésbicas, a violência sexual em contextos ditatoriais, a luta pela igualdade do movimento de mulheres camponesas e as múltiplas modalidades de práxis feminista, como a pornografia feminista, o feminismo vegano, o feminismo popular, o hip hop feminista, e o feminismo cigano, nos fazem mergulhar na riqueza e pluralidade dos mares feministas contemporâneos.


  • Discurso de Formatura da turma de Antropologia paraninfa Miriam Grossi

    Universidade Federal de Santa Catarina
    Centro de Filosofia e Ciências Humanas
    Curso de Antropologia
    Formatura da Antropologia
    11 de fevereiro de 2021

    Discurso da paraninfa Miriam Grossi

    Gostaria inicialmente de saudar as e os colegas aqui presentes, em particular nosso
    reitor, Prof Ubaldo Baltazar e as professoras Miriam Hartung, diretora do CFH e
    Antonella Tassinari, coordenadora do curso de Antropologia, assim como a equipe
    técnica de apoio à esta cerimônia.

    Saúdo também quem nos acompanha virtualmente: colegas, familiares, amigas e
    amigos que estão aqui para testemunhar este momento ritual, que a antropologia
    chama de ritual de consagração, que é a formatura.

    Foi com muita alegria que aceitei o amoroso convite de vocês, Max e Nicolle, para
    acompanhá-los como paraninfa deste momento tão importante na vida acadêmica de
    vocês, lembrando que estamos completando 10 anos de criação do curso de
    graduação em Antropologia na UFSC.

    Tive a felicidade de conhecê-los como estudantes, em diferentes etapas da formação
    antropológica e é um prazer imenso vê-los acabando o curso nesta momento tão
    particular de nossa história, marcada por esta pandemia.

    Uma formatura é sempre um momento de festa, de júbilo pelo encerramento de uma
    etapa muito significativa em nossa sociedade, a do diploma de graduação que
    reconhece e legitima a prática profissional em um determinado campo de
    conhecimento. Todavia, não podemos viver este momento com a alegria que sempre o
    caracteriza pois estamos vivendo um momento de luto coletivo e global.

    Como antropólogues que somos – e vocês estão aqui neste rito de passagem para
    serem reconhecidos institucionalmente como tal – não podemos nos furtar a refletir e
    analisar o momento histórico e suas implicações em nossa vida social e cultural.
    Me inspiro no TCC de Nicolle e lembro que amanhecemos hoje, no Brasil, com o
    número oficial de quase 235 mil mortos e uma média crescente de mais de 1.000
    mortes por dia. Mesmo que este número seja impressionante, pesquisadores tem
    mostrado que estes dados não representam a realidade, devido à subnotificação e por
    muitos casos decorrentes de covid não serem registrados como tal.

    A morte, durante este último ano em que vivemos a pandemia, se tornou parte de
    nosso cotidiano e estamos no processo de aprender a como elaborar este luto
    coletivo. Luto que as sociedades vivem em momentos excepcionais em suas histórias:
    em guerras, em tragédias naturais e/ou tecnológicas. Este se dá agora pela presença
    deste vírus que, por conta da destruição ecológica de nosso planeta, se tornou uma

    ameaça de saúde pública global. Não é a primeira vez que um vírus abala a existência
    da humanidade mas este é e será, sem dúvida, a grande experiência para nossa
    geração (e aqui incluo crianças, jovens e velhos).

    Muitos de nós tivemos casos de mortes em nossas redes familiares e de amigos de
    pessoas infectadas por este terrível vírus, do qual pouco ainda se sabe. Obituários e
    compartilhamentos de mensagens de tristeza e desalento se tornaram parte de nosso
    dia a dia em redes sociais e outras formas de comunicação pública. São tantas e tantas
    perdas, de pessoas próximas e mais distantes, que temos a impressão de viver em
    permanente estado de vigília pois não nos tem sido possível velar e enterrar nossos
    mortos, devido aos riscos de contaminação nas aproximações de corpos.

    Não desejo, com estas notas sombrias, entristecer este momento, mas apenas
    entendê-lo como pano de fundo da própria profissão que vocês escolheram, a de
    antropóloga e antropólogo. Sei que vocês devem ter sido questionados inúmeras vezes
    nestes últimos anos sobre o que era antropologia? Para que servia? O que fazia um
    profissional desta área?

    Apesar de ser um campo de conhecimento que se consolida junto com o
    desenvolvimento da ciência contemporânea a partir do final do século XIX, o “pensar
    antropológico” que implica na reflexão comparativa de quem somos face a “outros”
    indivíduos e grupos, está presente em todas as sociedades do mundo e é o estudo
    destas diferentes tradições culturais e teóricas que é a base de nossa profissão.
    Uma profissão, que é também um campo científico pois todo trabalho antropológico
    implica em investigar diferentes formas de pensar, agir e estar no mundo. As
    pesquisas de vocês, que resultaram em Trabalhos de Conclusão de Curso, ilustram
    alguns dos caminhos possíveis da antropologia contemporânea.

    Esta temática da morte, que tem ocupado nossas vidas no último ano, é central na
    pesquisa de Nicolle de Souza Andrade em seu TCC “Um trabalho como outro qualquer”
    O corpo humano morto enquanto objeto pela perspectiva dos Coveiros de um
    Cemitério Municipal da Grande Florianópolis, orientada pela Profa Flavia Medeiros.
    Nicolle acompanhou e escutou coveiros, profissão que se tornou “essencial” e de “alto
    risco” durante a pandemia. Seu interesse por este tema, veio de longe e reflete sua
    preocupação em conhecer “outros mundos”. Lembrei, ao ler seu TCC, do memorial
    que escrevestes na disciplina de Métodos onde contavas sua trajetória de vida com
    ênfase na importância que o curso de antropologia tinha lhe dado para reconhecer e
    compreender seus privilégios em nossa sociedade.

    Já Maximiano Augusto Gonçalves Neto, que conhecemos como Max, estudou em seu
    TCC Vivendo na “Caudalonga” do Spotify: Etnografando músicos com até 3.000
    seguidores na plataforma digital, orientado pela profa Leticia Cesarino, um grupo para
    mim desconhecido, apesar de seu trabalho mostrar o grande impacto que tem na
    cultura de massas. Com Max vivemos momentos intensos da antropologia da UFSC:
    estivemos com a turma de Métodos em trabalho de campo no 1o de maio de 2018 em
    Curitiba no acampamento Lula Livre, no Congresso Mundial de Antropologia, o IUAES,

    onde atuastes na comissão de tradução, nos re-encontramos no ultimo semestre, na
    disciplina de Antropologia Brasileira, em um semestre que foi marco da retomada de
    aulas na UFSC em modo virtual.

    Finalizando os TCCs durante a pandemia, ambos tiveram de se curvar a novas
    experimentações metodológicas e a pesquisa virtual foi a base de seus trabalhos. O
    virtual, como instrumento de comunicação, de manutenção e de construção do social
    está presente aqui também nesta formatura. Trata-se, na verdade da segunda
    formatura virtual de antropologia – a primeira aconteceu no primeiro semestre,
    apenas com a presença das e dos formandos. Esta é, todavia, a primeira que
    efetivamente é performatizada como tal, com a presença de representantes de todas
    as instancias oficiais da UFSC, de homenageados e de testemunhas. Provavelmente, e
    já antecipando as mudanças que as experiências virtuais têm nos proporcionado, este
    será um terceiro modelo de formatura na UFSC, além da formatura presencial e
    formatura de gabinete.

    Há 11 meses, desde 16 de março de 2020, estamos literalmente vivendo de forma
    virtual. Mesmo que nos primeiros meses do isolamento as aulas tenham sido
    suspensas, continuamos trabalhando em frente à tela do computador. Apesar das
    críticas públicas feitas por representantes do legislativo e com eco na imprensa
    catarinense, nunca estivemos tão engajados com a universidade pública e seu
    compromisso com a sociedade mais ampla. Nunca trabalhamos tanto em nossas vidas.
    Nunca lutamos tanto pelos recursos à ciência e à Educação pública em um governo
    que insiste em negar a ciência e desqualifica o conhecimento.

    Neste período, mergulhamos em universos desconhecidos da tecnologia e das relações
    sociais, no qual as ciências humanas passaram a ter um papel muito importante para a
    compreensão de comportamentos humanos decorrentes da obrigatoriedade de
    isolamento, das regras de contato e das formas de socialização e controle sanitário às
    quais fomos submetidos. Antropólogues tiveram que se debruçar sobre o covid para
    mostrar que uma doença não é apenas biológica; que a saúde é parte da vida em
    sociedade e que temos de entende-la para combater o vírus. Foi da antropologia que
    surgiu o conceito de “sendemia”, ou seja que uma pandemia não é igual para todos os
    corpos, mas que determinados grupos marginalizados são mais atingidos pelo vírus.
    Aprendemos também a ensinar e aprender em aulas remotas, em um desafio
    inimaginável de produção de conhecimento e de construção de outras formas de
    relação docente/discente. Foi – e continua sendo – um imenso desafio. Mas já nos
    acostumamos com esta “nova vida” virtual, que hoje é parte de nossa rotina. Vivemos
    intensamente em frente e através de nossas telas de celulares, computadores, tablets,
    televisões. Nem em romances e filmes de ficção científica, nem em nossas mais loucas
    fantasias imaginávamos que estaríamos passando agora.

    Muito se tem pensado sobre o “depois”, o “novo normal”, as formas de vida que se
    abrirão depois deste longo período de hibernação. Quando se pensa em futuro,
    lembro sempre de nosso querido professor Gilberto Velho em uma mesa redonda na
    ANPOCS intitulada “O futuro das Ciências Sociais” em que ele brincava fazendo gestos

    de quem consultava uma bola de cristal e dizendo que era impossível prever o futuro
    da antropologia. Aqui estou eu, com minha bola de cristal virtual, tentando imaginar
    qual será o futuro de vocês, jovens e brilhantes antropólogues? Inspirada por nosso
    ancestral, peço licença para trazer aqui dados de minha mais recente pesquisa, iniciada
    durante a pandemia, sobre astrologia e política.

    Hoje, 11 de fevereiro de 2021 é dia de lua nova e de grande alinhamento de astros em
    Aquario, em um fenômeno astrológico que se chama de stellium. Aprendi nas
    inúmeras lives que tenho assistido nos últimos meses que a lua nova representa o que
    se planta, para se colher mais adiante. Tanto a lua quanto Sol, Mercurio, Saturno,
    Jupiter e Venus estão em Aquario, signo dos grandes sonhos e revoluções. Formar-se
    neste dia aponta para muita energia e capacidade de comunicação (Mercurio), Amor
    (Venus), Jupiter (leis, filosofia), Saturno (regramento, sendo de dever, o que deve ser
    realizado). Que dia melhor para uma formatura? Que privilégio ter este mapa
    astrológico como marca do nascimento, do inicio da carreira de vocês?

    Penso, e desejo, que a antropologia que vocês praticarão será aquela que tem
    consciência de que nosso lugar no mundo é fruto de quem nos precedeu. Além do
    reconhecimento e respeito à linhagem da antropologia da UFSC, iniciada na década de
    1950 por Oswaldo Rodrigues Cabral e continuada na década seguinte por Silvio
    Coelhos dos Santos, Anamaria Beck, Neusa Bloemer, Maria José Reis e tantas outras e
    outros que passaram a integrar a antropologia desde então e que foram as e os
    professores de vocês, vocês honrarão os aprendizados que tiveram de que todo
    conhecimento antropológico exige compromisso e engajamento com os grupos que
    estudamos.

    Vocês são grandes guerreiros e representam com a garra e determinação com a qual
    enfrentaram a realização de pesquisa e escrita de um trabalho original em
    antropologia. Certamente vocês irão longe, seja dando continuidade à formação
    acadêmica em mestrado e doutorado, seja se engajando no trabalho mais prático de
    apoio e formulação de ações para melhorar as condições de vida de grupos e
    populações marginalizadas e discriminadas em nossa sociedade.
    Sintam-se celebrados e abraçados virtualmente. Muito prazer em acolhê-los agora
    como colegas, antropologues!


  • Lançamento de novo livro da Rede NIGS

    Miriam Pillar Grossi (UFSC) e Catarina Alessandra Rea (UNILAB) assinam a organização de novo livro da Rede NIGS intitulado: Teoria Feminista e Produção de Conhecimento SituadoO livro é fruto de pesquisas realizadas nas últimas décadas por pesquisadoras/es em níveis de graduação a pós-doutorado, dentro da linha de pesquisa Gênero e Ciência, do NIGS. O livro é também resultado de parceria entre a UFSC e a UNILAB.

    O lançamento ocorreu virtualmente no dia 15 de julho de 2020, e contou com a presença das autoras e autores e também a participação das debatedoras convidadas: Alinne Bonetti (UFSC), Andressa Ribeiro (UNILAB), Clarisse Paradis (UNILAB) e Violeta Holanda (UNILAB).

    o Livro pode ser acessado aqui Livro Teoria Feminista versão digital julho 2020 (1)

    Acesse aqui o vídeo do lançamento

     


  • Live: ANPOCS e as Ciências Sociais no Momento, com participação de Miriam Grossi

    Nesta terça-feira (30/06/2020) às 19h acontece a live “ANPOCS e as Ciências Sociais no Momento”, com a participação de Miriam Grossi (atual presidenta da ANPOCS) e mediação de Rosa Maria de Aquino. O evento é uma ação promovida pela Curso de Ciências Sociais da UFRPE e será transmitido pelo canal do youtube: Ciências Sociais na UFRPE

    Acesse aqui a gravação da live

     

     


  • Violências de gênero na pandemia é tema de videoconferência com Miriam Grossi

    À convite do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), a antropóloga e professora da UFSC, Miriam Pillar Grossi, proferiu a palestra “Relações de gênero e violências no contexto da pandemia”, através de videoconferência aberta ao público em geral interessado na temática. O evento aconteceu no último dia 24/06/2020, e contou com a presença de estudantes, professoras/es e pesquisadoras/es de várias regiões do Brasil.


  • Participação de Miriam Grossi no webinar Cientistas Sociais e o Coronavírus

    Aconteceu no último dia 09/06/2020 o Webinar Cientistas Sociais e o Coronavírus, dentro da programação da Marcha Virtual pela Vida, promovida pela SBPC. O evento contou com a participação da Profa. Dra. Miriam Pillar Grossi, enquanto atual presidenta da ANPOCS.

    Está disponível no canal da TV ABA o Webinar: Cientistas Sociais e o Coronavírus.

     

     

     


  • Boletim Cientistas Sociais e o Coronavírus

     

     

    Miriam Grossi, é uma das organizadoras e editora do Boletim Cientistas Sociais e o Coronavírus

     

    Os boletins Cientistas Sociais e o Coronavírus são uma série de textos publicados ao longo de semanas. Trata-se de uma ação conjunta que reúne a Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais (ANPOCS), a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), a Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) e a Associação dos Cientistas Sociais da Religião do Mercosul (ACSRM). Nos canais oficiais dessas associações circulam textos curtos, que apresentam trabalhos que refletiram sobre epidemias. Esse é um esforço para continuar dando visibilidade ao que produzimos e também de afirmar a relevância dessas ciências para o enfrentamento da crise que estamos atravessando.

    A publicação deste boletim também conta com o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC/SC), da Associação Nacional de Pós-Graduação em Geografia (ANPEGE), da Associação Nacional de Pós-Graduação em História (ANPUH), da Associação Nacional de Pós graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (Anpoll) e da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (Anpur).

     

    Acesse aqui todos os Boletins já publicados

    Equipe

    Editores:

    Miriam Grossi (ANPOCS – UFSC)
    Rodrigo Toniol (ACSRM – Unicamp)

    Assistentes editoriais:

    Bianca Setti (Unicamp)
    Luciana Alvarez (Unicamp)
    Lucía Copelotti (Unicamp)
    Marie Leal Lozano (UFSC)

    Apoio ANPOCS e ABA:

    Bruno Ranieri
    Roberto Pinheiro

    Comitê editorial:

    Amurabi Oliveira (UFSC)
    Carlos Benedito Martins (UnB)
    Carlos Alberto Steil (Unifesp)
    Felipe Fernandes (UFBA)
    Flavia Biroli (ABCP – UnB)
    Luciana Balestrin (UFPEL)
    Marcelo Campos (UFGD)
    Maria Filomena Gregori (ABA – Unicamp)
    Miriam Pillar Grossi (ANPOCS – UFSC)
    Rodrigo Toniol (ACSRM – Unicamp)
    Camila Risso Sales (UFLA)
    Jane Beltrão (UFPA)
    Luiz Mello (UFG)
    Patricia Rosalba Costa (UFS)

     

    Realização


  • Diálogos pelo Brasil – Participação de Miriam Grossi em evento em Porto Alegre

    Na última sexta-feira, dia 18 de outubro, a professora Miriam Grossi participou do evento Diálogos pelo Brasil, que ocorreu em Porto Alegre/RS.  O evento faz parte de uma série de encontros conduzidos pela Academia Brasileira de Ciências que visam discutir os diferentes aspectos econômicos, sociais e políticos dos desafios que o Brasil enfrenta. O próximo encontro está marcado para ocorrer em Salvador/BA no dia 23 de outubro.

    Para saber mais sobre os próximos encontros veja a agenda da ABC.


  • Projeto “Violência, Gêneros e Diversidade” recebe selo INCT – CNPq

    O Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq confere selo INCT- Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia ao projeto “Violência, Gêneros e Diversidade”, coordenado pela Profª Drª Miriam Pillar Grossi, apresentado no âmbito da Chamada INCT – MCTI/CNPq/CAPES/FAPs nº 16/2014.

    Você pode conferir no link abaixo:

    SELO INCT_4656972014-3_Miriam Pillar Grossi


  • Programa ‘Cátedra doutora Ruth Cardoso’ da Universidade de Columbia seleciona professora da UFSC

    A antropóloga Miriam Pillar Grossi, professora e pesquisadora do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi selecionada para o programa “Cátedra Fulbright doutora Ruth Cardoso”, na Universidade de Columbia, em Nova York (EUA), onde ela ministrará, de janeiro a maio de 2017, um curso sobre movimentos sociais e teoria feminista no Brasil. Além disso, aprofundará suas pesquisas sobre a história de mulheres antropólogas em diferentes países do mundo, dedicando-se a trabalhar nos arquivos da universidade  sobre as pioneiras da disciplina nos Estados Unidos.

    A  tradicional e conceituada Universidade de Columbia, a quinta mais antiga dos Estados Unidos da América (EUA), foi classificada como a 10ª melhor universidade do mundo no Times Higher Education 2015. Mais de 40 vencedores do prêmio Nobel e três presidentes dos EUA  um deles é Barack Obama  destacam-se como ex-alunos notáveis da instituição.

    “Para mim é uma grande vitória, não só minha, mas também do Instituto de Estudos de Gênero da UFSC, pois é o reconhecimento de nossa contribuição teórica para o campo dos estudos de gênero no mundo”, afirma a professora. Ela também comenta que ficou surpresa com a repercussão que a notícia de sua seleção teve nas redes sociais.

    “Senti que o fato de ganhar um concurso concorrido como este, no campo das Ciências Humanas, foi vivido por muitas das jovens  que foram e são minhas alunas  como um exemplo do que elas poderão alcançar em suas carreiras. Por isso, estou ainda mais feliz com o resultado, pois sei o quanto as jovens mulheres cientistas, numericamente já maioria no Brasil, carecem de exemplos de mulheres em lugares de prestígio”, avalia.

    A professora Miriam  na UFSC desde 1989 e que já lecionou na Universidade de Brasília (1995), Universidad de Chile (2003), EHESS (França, 2008) e ISCTE (Portugal, 2009)  afirma que esse tipo de intercâmbio com universidades do exterior é muito importante: “Essas experiências internacionais em sala de aula são um aprendizado muito rico para professores e estudantes. É muito bom conhecer e viver a vida acadêmica em outras universidades e aprender com as semelhanças e diferenças institucionais que vivenciamos. Trazemos sempre esses aprendizados para nosso trabalho na UFSC”, acrescenta.

    Coordenadora do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS/UFSC), do curso de especialização Gênero e Diversidade na Escola da UFSC, e co-coordenadora do Instituto de Estudos de Gênero (IEG) da Universidade, a professora Miriam também coordena projetos com várias equipes de pesquisa  financiados pelo CNPq, Capes, Fapesc e Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República  e de extensão, como o “Papo Sério”  projeto em escolas públicas da Grande Florianópolis, financiado pelo Programa de Extensão Universitária (Proext) do Ministério da Educação (MEC).

    A pesquisadora ministra neste semestre a disciplina Relações de Gênero, no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, e Família e Parentesco em Sociedades Complexas, no curso de graduação em Antropologia.

    Cátedra doutora Ruth Cardoso

    O principal objetivo do programa “Cátedra doutora Ruth Cardoso”  uma parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a Universidade de Columbia (UC) e a Comissão para o Intercâmbio Educacional entre os Estados Unidos da América e o Brasil (Fulbright)  é apoiar professores e pesquisadores brasileiros, com comprovada experiência nas Ciências Humanas e Sociais, com ênfase em História do Brasil contemporânea, Antropologia, Ciência Política e Sociologia, e em atividades de docência e pesquisa no Instituto de Estudos Latino-Americanos (ILAS) da Universidade de Columbia. A Cátedra é uma homenagem a Ruth Corrêa Leite Cardoso (1930-2008), antropóloga e docente da Universidade de São Paulo (USP), que foi bolsista da Comissão Fulbright na Universidade de Columbia, em 1988.

    Leia mais: 

    Programa seleciona antropóloga da UFSC para atuar nos EUA

    Gabriela Dequech/estagiária NIGS/UFSC

    Edição: Alita Diana/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

    Revisão: Claudio Borrelli/Revisor de Textos/Agecom/DGC/UFSC